EUA pedem mais proteção e menos turismo na Antártida

As temperaturas médias na Península Antártida aumentaram 2,5º C ao longo das últimas cinco décadas

Associated Press,

06 de abril de 2009 | 17h43

Os Estados Unidos pediram, nesta segunda-feira, 6, uma maior proteção para as regiões polares da Terra, propondo limites obrigatórios para o turismo na Antártida e defendendo uma intensificação da pesquisa científica sobre o meio ambiente lá e no Ártico.

 

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Na abertura de uma conferência de duas semanas entre as partes do Tratado Antártico, que tem 50 anos, a secretária e Estado Hillary Clinton disse que a desintegração recente de uma ponte de gelo na Antártida é um alerta  de que os polos estão sob séria ameaça, provocada pela mudança climática e pela atividade humana.

 

"Com o desaparecimento da ponte de gelo que mantém no lugar a Plataforma de Gelo Wilkins, somos lembrados de que o aquecimento global já teve efeitos enormes sobre nosso planeta, e não temos tempo a perder para enfrentar essa crise", disse ela à primeira reunião conjunta das partes do Tratado Antártico e do Conselho Ártico.

 

Trecho da plataforma Wilkins em 2008, já com sinais de deterioração. Imagem: Nasa

 

A ponte que ligava a Wilkins às ilhas Charcot e Latady, na Antártida, despedaçou-se no fim de semana, depois que dois grandes pedaços dela j´tinham se soltado, no ano passado. A plataforma, formada por neve acumulada e compactada ao longo de milênios, havia se mantido estável durante a maior parte do século 20.

 

A plataforma tinha originalmente o  tamanho da Jamaica e já havia perdido 14% de sua massa apenas em 2008, dizem os cientistas que agora estudam que a perda da ponte pode ser atribuída ao aquecimento global.

 

As temperaturas médias na Península Antártida, a parte do continente onde se encontra a plataforma, aumentaram 2,5º C ao longo das últimas cinco décadas, diz nota dos cientistas - o dobro da média mundial.

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