EUA proíbem cientista de plantar maconha para pesquisa

Lyle Craker disse que a maconha cultivada pelo governo para fins científicos é fraca demais para os estudos

Associated Press,

13 de janeiro de 2009 | 13h50

A DEA, órgão do governo americano encarregado do combate ao narcotráfico, rejeitou um pedido de autorização um professor da Universidade de  Massachusetts-Amherst para plantar maconha para fins de pesquisa médica.   A decisão, emitida pela DEA em 7 de janeiro, disse que o horticultor Lyle Craker, responsável pelo programa de plantas medicinais da universidade, não foi capaz de demonstrar que o monopólio governamental para o plantio e distribuição de  maconha medicinal seja "inadequado".   O porta-voz da DEA, Garrison Courtney, confirmou a decisão, mas não fez mais comentários.   Craker questionou o monopólio governamental.Um laboratório da Universidade do Mississippi é a única plantação de maconha oficial dos Estados Unidos.  A ação movida por  Craker alega que a maconha cultivada pelo governo não tem a potência necessária para permitir avanços no campo da medicina. Ele também disse que não havia droga suficiente para atender a todos os cientistas do país interessados em fazer pesquisa com ela.   O cientista havia obtido apoio dos senadores Edward Kennedy e John Kerry, e de vários outros membros do Congresso. Craker havia pedido, em 2007, para ser reconhecido como plantador legal de maconha pela DEA.   Um juiz federal recomendou que a agência concedesse ao pesquisador autorização para produzir maconha para uso em estudos aprovados pela FDA, órgão que supervisiona os estudos científicos de novos medicamentos.

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