EFE
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Europa lança dois ambiciosos observatórios espaciais

O Plack e o Herschel serão posicionados a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, onde chegarão em 60 dias

Reuters,

14 de maio de 2009 | 15h10

Um foguete Ariane lançou dois observatórios espaciais que ajudarão os cientistas a entender melhor a formação do Universo, disseram representantes da Agência Espacial Europeia (ESA).

 

O foguete partiu da base de lançamentos de Kourou, na Guiana Francesa, às 10h12 da manhã desta quinta-feira, 14. Vinte e seis minutos após a decolagem, o foguete liberou no espaço o observatório Herschel e, dois minutos depois, o Planck.

 

Descritos pela ESA como "duas das naves espaciais astronômicas mais sofisticadas já construídas", os observatórios iniciarão uma viagem de 60 dias a um dos chamados pontos lagrangianos, como são chamadas as regiões de estabilidade orbital criadas pela interação das gravidades da Terra, do Sol e da Lua. O ponto visado pelos telescópios fica a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.

 

O Herschel tem o maior espelho em órbita atualmente. Seu espelho principal, de 3,5 metros de diâmetro, é 50% maior que o do Hubble. Essa nave é um observatório de raios infravermelhos e de radiação submilimétrica, que investigará o nascimento e a evolução de estrelas e galáxias.

 

Ao estudar a luz infravermelha, ele será capaz de enxergar através das nuvens de poeira que obscurecem o nascimento das galáxias.

 

Ele também examinará a poeira ejetada por estrelas moribundas, processo que espalha os elementos necessários para a existência da vida, e analisará a composição de cometas e planetas.

 

O Planck pesquisará um aspecto ainda mais fundamental da física - o período imediatamente após o Big Bang. Ele deverá lançar nova luz sobre como o Universo surgiu, e por que atingiu seu estado atual.

 

O astrônomo da Universidade Cambridge,  George Efstathiou, que é memkbro da equipe do Planck, disse que além de aprender sobre a física no início do Universo, com o observatório os cientistas esperam também descobrir qual será o futuro do cosmo. "O Universo pode desmoronar, expandir-se para sempre ou pode ser parte de um multiverso, e decair em um tipo diferente de Universo. Simplesmente não sabemos", afirmou.

 

Ambos os satélites precisam ser resfriados a uma temperatura próxima ao zero absoluto para funcionar.

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