Evolução humana aproxima-se do fim, diz geneticista

De acordo com Jones, a falta de pais de idade avançada está prejudicando a variedade genética

EFE,

07 de outubro de 2008 | 15h15

A evolução humana está se aproximando do fim por falta de genes mutantes, diz um geneticista do University College London, Steve Jones, ao jornal britânico The Times.   De acordo com Jones, a falta de pais de idade avançada está prejudicando a variedade genética da espécie, já que homens mais velhos têm maior probabilidade de apresentar "erros" - variações aleatórias - na carga genética de seus espermatozóides. Segundo Jones, as mutações nos espermatozóides são mais freqüentes a partir dos 35 anos.   Embora a contaminação química e radioativa possa alterar o conteúdo do material genético, um dos fatores mais importantes para que ocorram mutações é a idade, já que o número de divisões celulares acumula-se com o passar dos anos, e a probabilidade de ocorrer mutações aumenta com o número de divisões.   Com a idade média em que os homens têm filhos no mundo desenvolvido - 29 anos - houve cerca de 300 divisões entre o esperma que o originou e o que passará a seu filho. No caso de um homem de 50 anos, esse número supera mil. No ocidente, os pais começam a procriar tarde e param muito cedo.   Já segundo o jornal The Daily Telegraph, metade dos pais em Camarões têm mais de 50 anos, enquanto este índice é de 20% no Paquistão e de 5% na França.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.