Exorcistas poloneses veem 'ameaça satânica' cada vez maior

Número de padres que realizam exorcismos no país do leste europeu dobrou nos últimos três anos

EFE,

12 Fevereiro 2010 | 17h00

Cerca de 90 exorcistas de várias partes da Polônia realizaram nesta sexta-feira, 12, seu congresso anual, um evento no qual garantiram que o ritmo de vida moderno faz com que a ameaça de Satã seja cada vez maior, o que explica o fato de o número de padres exorcistas no país ter dobrado em três anos.

 

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"A razão de sermos tantos é que somos necessários, pois o problema cresce", explicou o sacerdote Andrzej Grefkowicz, que lamentou que, nos últimos anos, tenha crescido o interesse pelo ocultismo e outras práticas quem, supostamente, aproximam do mal.

 

Os exorcistas reconhecem que às vezes a possessão se manifesta da forma como é retratada no cinema, com muita intensidade, mas garantem que seu trabalho é muito menos espetacular, já que se limita a ficar ao lado do possesso, rezar e recitar salmos.

 

"Há muitos mitos sobre o exorcismo, mas que realmente é um processo que se baseia nas leis fundamentais da Igreja", acrescentou o padre Aleksander Posacki.

 

Os participantes do congresso insistem que a demonologia deveria ser levada mais a sério, e que conhecer melhor o exorcismo poderia ajudar os fiéis a evitar muitos problemas.

 

Esta foi a 22ª edição do congresso de exorcistas poloneses, uma reunião centrada na busca das causas do aumento de possessões.

 

Para além das causas, no entanto, o fato é que no início dos anos 90 havia três padres exorcistas oficialmente nomeados como tal por bispos na Polônia, e atualmente há mais de cem.

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