Durham University
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Expressão facial de fetos se altera em mães fumantes, diz estudo

Pesquisa britânica que analisou imagens em 4D mostrou que os movimentos do feto mudam quando exposto à nicotina

O Estado de S. Paulo

23 Março 2015 | 17h30

Os efeitos do tabagismo durante a gravidez podem ter reflexo nos movimentos faciais dos bebês durante a gestação, segundo pesquisadores das universidades de Durham e Lancaster. As informações são do site da Universidade de Durham, no Reino Unido. 

Por meio de ecografia 4D, os pesquisadores descobriram que os fetos cujas mães eram fumantes apresentaram uma taxa significativamente maior de movimentos da boca e do próprio toque que o esperado em um feto gerado por uma mãe que não fumava.

Os investigadores sugerem um motivo para a alteração: é possível que o sistema nervoso central do feto, que controla os movimentos em geral e, em particular, os movimentos faciais, não se desenvolva do mesmo modo como o de fetos de mães que não fumam durante a gravidez.


Estudos anteriores já haviam relatado um atraso em relação à capacidade de processamento da fala em crianças expostas ao fumo durante a gravidez, segundo os pesquisadores.

Os cientistas observaram 80 ecografias 4D de 20 fetos para avaliar movimentos sutis da boca. Quatro dos fetos pertencia a mães que fumaram uma média de 14 cigarros por dia, enquanto os outros 16 fetos eram de não-fumantes. Todos os fetos foram avaliados clinicamente e eram saudáveis ao nascer.

A pesquisa também mostrou que o estresse e a depressão materna têm impacto significativo sobre os movimentos fetais. 

"Nossos resultados concordam com outros (estudos) que dizem que o estresse e a depressão têm um impacto significativo sobre os movimentos fetais e, por isso, precisam ser controlados, mas, além disso, estes resultados apontam para o fato de que a exposição à nicotina, por si só, tem um efeito sobre o desenvolvimento fetal", disse a autora principal do estudo, Nadja Reissland, da Universidade de Durham, em entrevista ao site da instituição. 

Os pesquisadores ressaltam que a pesquisa foi um estudo-piloto e que avaliações mais aprofundadas são necessárias para confirmar e compreender a relação entre tabagismo materno, estresse, depressão e desenvolvimento fetal.

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