Extinção de espécies reduz absorção de CO2 por florestas

Um estudo de pesquisadores dos Estados Unidos e do Reino Unido que acaba de ser publicado na Science revela que, dependendo das espécies acrescentadas ou retiradas de uma floresta, a capacidade de armazenagem de carbono pela superfície terrestre varia mais de 600%.Os resultados mostraram que a perda de biodiversidade nas florestas tropicais, com a extinção de espécies, poderá ter influência sobre a quantidade de carbono atmosférico e o aquecimento global.Na pesquisa, os cientistas simularam modelos de trabalho a partir de extinções hipotéticas de espécies em uma floresta, o que lhes permitiu estabelecer combinações e composições dos resultados sob diferentes cenários. Dessa forma, exploraram as distintas possibilidades de armazenamento de carbono pela superfície terrestre com massa vegetal.A pesquisa simulou os efeitos retirando de seus modelos espécies com alta probabilidade de extinção, como as de pouca densidade de população, e substituíram os eliminados por amostras aleatórias de comunidades naturais restantes.Os métodos de pesquisa da equipe científica podem adaptar-se a outros ecossistemas florestais, segundo os autores do trabalho, com implicações para a conservação, a restauração e a gestão de florestas tropicais, que são fundamentais no conhecimento das conseqüências da emissão de gases de efeito estufa.   estatísticas sobre florestas

Agencia Estado,

20 de outubro de 2005 | 18h24

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