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Falha em proteína pode ser causa de distrofia muscular

Cientistas do Centro de Pesquisas Ernest Gallo, da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), descobriram uma proteína que controla o excesso de acetilcolina nas conexões de células nervosas e musculares, fundamental para evitar a superestimulação contínua e a degeneração dos músculos.Uma falha nesta proteína pode ser, portanto, uma eventual causa de distrofia muscular, doença incurável que provoca a degeneração progressiva dos músculos, segundo estudo publicado nesta quinta-feira pela Nature.A Agência Fapesp relata que os pesquisadores fizeram o estudo usando o verme C.elegans, que já forneceu à ciência muitas pistas sobre o papel de diversos componentes no sistema nervoso central. A mesma proteína pode agir em humanos, e a descoberta pode levar a tratamentos mais avançados.TransportadoresUma célula nervosa induz a contração em uma célula muscular ao liberar a acetilcolina na sinapse ? os pontos de contato entre essas células. Mas descobriu-se que é necessária a atuação de transportadores para remover da sinapse os neurotransmissores em excesso.Uma falha na quebra da acetilcolina significa que, durante períodos de intensa atividade muscular, os músculos permanecem estimulados por muito tempo. No estudo da UCSF, isso levou à degereração muscular.Liderados por Steven McIntire, os pesquisadores identificaram transportadores para a maioria dos neurotransmissores, como a serotonina ou a dopamina. ?Descobrir um transportador para a acetilcolina foi realmente uma grande surpresa?, disse McIntire em comunicado da universidade.

Agencia Estado,

19 de agosto de 2004 | 15h54

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