FHC cria 12 novas áreas de conservação ambiental

O presidente Fernando Henrique Cardoso lançou nesta sexta-feira um pacote para a área de meio ambiente com a criação de 12 novas áreas de conservação ambiental no Brasil, a instalação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, a assinatura de 11 contratos do Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes), no valor de R$ 17 milhões, e aconstrução de 4.450 cisternas rurais no semi-árido nordestino.Em seu discurso, o presidente ressaltou que é preciso haver um controle sobre o uso da água para evitar crises, como a que ocorreu no ano passado no setor de energia. ?Ou nós mudamos a nossa concepção de política de meio ambiente e, em particular, a política das águas, ou então teremos muita dificuldades em enfrentar os caminhos do futuro no Brasil?, disse Fernando Henrique.Ele empossou o índio Ailson dos Santos, do povo Truká e representante de 24 naçõesindígenas da Bacia do São Francisco, no comitê, que é formado por 60 integrantes. ?Ocomitê não é uma organização não-governamental. O comitê é um braço do Estado, ao qual cabe aprovar o plano para a Bacia Hidrográfica?, afirmou o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Jerson Kelman.Com uma área de cerca de 640 mil quilômetros quadrados, a Bacia do São Franciscoabrange 503 municípios em sete Estados: Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas,Pernambuco, Goiás, além do Distrito Federal.Os 60 integrantes do comitê representam os governos federal, estaduais e municipais,os segmentos dos usuários e organizações civis. A criação de 12 novas unidades de conservação ampliaram em 411 mil hectares o totalde áreas protegidas no Brasil.Segundo o ministro do Meio Ambiente, José CarlosCarvalho, o País tem hoje 6% de seu território protegido por unidades de conservação. Junto com o pacote para o meio ambiente, o presidente Fernando Henrique enviou projeto de lei ao Congresso criando o regime de concessão florestal, que tem por objetivo permitir maior eficiência na exploração dos recursos florestais. ?Este projeto é para sedentarizar a atividade florestal no Brasil, disciplinando o acessoa terras públicas?, explicou o ministro José Carvalho, que antes de começar seudiscurso fez uma homenagem à memória do sertanista Orlando Villas Bôas, que morreu nesta quinta-feira em São Paulo.O ministro observou ainda que a atividade florestal é essencial para o crescimento econômico do País, contribuindo, atualmente, com 4% do Produto Interno Bruto e com 8% das exportações.Hoje, aproximadamente 28 milhões de metros cúbicos de madeira em tora são extraídos anualmente da Amazônia. Mas menos de 5% é extraído de forma sustentável.Na solenidade, o presidente Fernando Henrique recebeu uma placa de reconhecimentoda Associação Brasileira de Hidrologia e Recursos Hídricos (ABRH) pelas açõesdesenvolvidas em prol dos recursos hídricos.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2002 | 18h25

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