FHC defende aprovação do projeto da mata atlântica

O projeto de lei da mata atlântica, emperrado no Congresso, ganhou nesta terça-feira um defensor de peso. "Ficaria satisfeito se a lei da mata atlântica fosse aprovada ainda em agosto", afirmou presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, num apelo direto aos parlamentares presentes à cerimônia de lançamento da Agenda 21 Brasileira.Na platéia, inúmeros ambientalistas aplaudiram o pedido do presidente, que diplomaticamente observou não saber se haveria tempo hábil para essa aprovação. O projeto, que estava com pedido de urgência aprovado para a votação em plenário, foi retirado de pauta antes do recesso parlamentar a pedido de deputados ligados ao setor produtivo e com o aval da equipe econômica. O projeto cria isenções fiscais e benefícios financeiros que ainda não tinham recebido sinal verde da área econômica. Mas o Ministério do Meio Ambiente já negocia algumas alterações nestes artigos para garantir a aprovação do texto. Os ruralistas implicam com a abrangência da área considerada de ocorrência da mata atlântica, que não se limitaria ao litoral mas se expandiria também pelo interior. A resistência, segundo identificou o ministério, parte dos parlamentares do Paraná e Santa Catarina.Metas ambientais O presidente assinou decretos de criação de novas unidades de conservação ambiental: o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, na divisa do Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins; a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, na região do Paranapanema (SP); e a reserva extrativista do Rio Jutaí (AM). Também criou o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba e deixou claro que haverá mais novidades nessa área. "Eu só tenho poucos meses de governo, mas nesses poucos meses ainda dá para fazer muitas coisas." A próxima meta é assinar o decreto do Parque Nacional do Tumucumaque (AP). Segundo o presidente, o Amapá ganhará visibilidade internacional.

Agencia Estado,

16 de julho de 2002 | 19h43

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