Fiocruz desenvolve sensor ótico de bactérias

Um sensor a laser capaz de detectar bactérias no ar em até cinco horas, ou seja, 14 vezes mais rápido do que o método tradicional, rendeu a primeira patente nos Estados Unidos à Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).O equipamento aponta a presença dos microorganismos por meio de uma fibra ótica e foi patenteado com 18 possibilidades de uso, entre elas o monitoramento de líquidos e sólidos.A identificação de microorganismos em poucas horas faz da nova tecnologia uma grande aliada no combate às infecções hospitalares, geralmente causadas por quatro tipos de bactérias, entre elas a Streptococus pneumoniae, responsável pela pneumonia, e a Pseudomonas aeruginosa, que contamina feridas cirúrgicas."O sensor, na verdade, pode identificar qualquer tipo de bactéria", garante o pesquisador Aldo Pacheco Ferreira, da Ensp, que desenvolveu a tecnologia durante o doutorado em Engenharia Biomédica no Programa de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com Marcelo Werneck e Ricardo Ribeiro.No processo de detecção desenvolvida pelo grupo, as bactérias entram em contato com a fibra ótica dentro de um recipiente, absorvendo parte da luz emitida pelo laser. A quantidade de microorganismos é medida comparando-se a intensidade do fluxo luminoso.

Agencia Estado,

15 de julho de 2004 | 12h55

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