Físico faz computador simular neurônio

O professor Reynaldo Pinto, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), conseguiu ligar neurônios reais a um computador que simulava um neurônio, o chamado neurônio artificial. Ele usou 14 dos 30 neurônios responsáveis pela mastigação do siri-azul, que foram ligados a um computador que imitava o comportamento de um neurônio.Reynaldo e seu aluno de doutorado Marcelo Reyes descobriram, ao fazer o experimento, que um deles tinha função ímpar no sistema: sem ele, a mastigação não ocorria; e conseguiram fazer que o computador fizesse o papel desse neurônio ímpar."Mostramos que era possível usar um neurônio artificial para restabelecer o funcionamento do sistema", afirma Reynaldo. O próximo passo da pesquisa é tentar substituir mais de um neurônio biológico por um artificial e fazer que o sistema continue a funcionar.A descoberta pode ter implicações no futuro. "Entender esse funcionamento é uma forma de um dia substituir circuitos biológicos que foram danificados, por exemplo, por um acidente", afirma.Outra linha de pesquisa mais ousada é tentar fazer que um neurônio artificial mande uma informação para o neurônio biológico e modifique o seu comportamento.

Agencia Estado,

21 de julho de 2004 | 14h12

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.