Floresta de Iperó pode ter centro de ciências da UFSCar

O Ministério da Educação (MEC) pode firmar parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) visando à instalação de um Centro de Ciências e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável em área da Floresta Nacional de Ipanema (Flona), em Iperó, região de Sorocaba. O presidente nacional do Ibama, Marcus Luiz Barroso Barros, reuniu-se ontem (25) com a reitoria da universidade para discutir a proposta. No sábado, ele havia visitado pela primeira vez a Flona de Ipanema. O projeto tem o apoio do secretário nacional do Ensino Superior, Carlos Antunes. O centro funcionaria como um câmpus avançado da universidade. Segundo Barros, a idéia é aproveitar o potencial da unidade de conservação para atender demandas na área de pesquisas."Como a universidade demonstrou interesse em desenvolver o centro, estamos analisando se a proposta se encaixa na política de fomento científico do Ibama." A Procuradoria Geral da República embargou recentemente a instalação de um câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) na Flona por considerar que poderia haver prejuízo ao meio ambiente. Foi exigido estudo de impacto ambiental. O câmpus foi instalado provisoriamente em Sorocaba. De acordo com Barros, qualquer atividade a ser desenvolvida no interior da unidade de conservação deve obedecer às restrições de uso estabelecidas legalmente. A deputada federal Iara Bernardi (PT/SP), que vem intermediando as negociações entre o Ibama e a universidade, disse que o governo federal deve bancar o empreendimento. A deputada não vê problema no uso da Flona de Ipanema para fins científicos, pois o local possui instalações amplas, afastadas do sítio histórico e da reserva de mata natural ali existentes. São prédios que permanecem ociosos desde a década de 80 e que podem abrigar cursos e atividades de pesquisas. Iara acredita que a instalação do centro de referência ajudará a recuperar os remanescentes de mata atlântica existentes no local e a restauração do patrimônio histórico. A Flona abriga prédios históricos da primeira siderúrgica brasileira e ruínas dos fornos rudimentares utilizados no século 16, por Afonso Sardinha, nas primeiras fundições de ferro da América Latina.

Agencia Estado,

25 de agosto de 2003 | 18h03

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