Fontes domésticas de energia podem reduzir CO2 em 5%

Painéis solares e outras fontes de energia renovável economizariam 30 mi de toneladas de CO2 por ano

Efe

03 de junho de 2008 | 16h00

Equipar os lares britânicos com painéis solares, mini turbinas eólicas e outras fontes de energia renovável poderia gerar tanta eletricidade em um único ano quanto cinco centrais atômicas, segundo um relatório solicitado pelo Governo londrino.  A substituição do atual sistema de fornecimento de energia por micro unidades de energia renovável economizaria ainda anualmente 30 milhões de toneladas de CO2, equivalentes a cerca de 5% de todas as emissões produzidas na geração de eletricidade no Reino Unido, indica o estudo, divulgado nesta terça-feira, 3, pelo jornal The Guardian. Segundo esse relatório, se o Governo oferecesse uma adequada combinação de créditos, ajudas e incentivos, poderia fazer com que até o ano de 2020 estivessem instalados cerca de 10 milhões de "sistemas de micro geração de energia", o que poderia reduzir significativamente tanto as emissões de CO2 quanto os custos da energia. Atualmente, calcula-se em cerca de 100 mil as unidades desse tipo já instaladas nos lares britânicos, incluídos 90 mil aquecedores solares de água e um número limitado de calefatores de biomassa, conversores fotovoltaicos de luz solar em energia elétrica, bombas térmicas, células de combustível e mini sistemas hidrelétricos e eólicos. Sem intervenção governamental, até 2015 poderiam ser instalados 500 mil micro geradores, e até 2020, entre dois e três milhões, mas com os oportunos incentivos, quase um em cada cinco edifícios do país poderia se transformar em uma mini central elétrica auto-suficiente e capaz de alimentar a rede, assinala o relatório. Seus autores propõem diversos tipos de incentivos como tarifas especiais, ajudas que cubram a metade dos custos iniciais com os equipamentos e sua instalação ou "créditos brandos", que se devolveriam em um prazo de 25 anos.

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