Formação cerebral pode alterar determinação da maioridade

Descobertas mostram que desenvolvimento de partes do cérebro pode influenciar crimes cometidos por jovens

Agências Internacionais

07 de maio de 2008 | 14h43

O caso do estudante Gary Durant, preso depois de se envolver em uma briga de gangue com um morto ao 17 anos e julgado como adulto, tem levantado questões científicas importantes sobre a formação cerebral de adolescentes, diz o jornal The Washington Post.  Recentes descobertas, possibilitadas devido ao avanço das imagens conseguidas por ressonância magnética, mostram que o córtex pré-frontal, região do cérebro que controla a razão, se desenvolve muito mais devagar que o sistema límbico, responsável pelas emoções.  Sendo assim, muitos cientistas e advogados defendem que uma pessoa não consegue atingir a maturidade até que as duas partes de seu cérebro possam trabalhar juntas (o córtex pré-frontal controlando o sistema límbico e, assim, permitindo o controle de ações impulsivas e a antecipação das conseqüências de seus atos). Essa imaturidade física seria, portanto, razão para que as leis, previstas para adultos plenamente formados, não fossem aplicadas em toda sua extensão à jovens.  No entanto, muitos cientistas ainda estão relutantes quanto à aplicabilidade das descobertas a indivíduos acusados de crimes, diz o jornal. "O desenvolvimento cerebral apenas nos diz que é muito possível que crianças sejam imaturas até uma certa idade", disse Jay Giedd, neurocientista. "Nós não podemos concluir o quanto indivíduos são maduros em uma dada idade, o quão responsáveis por suas ações. Há algumas evidências, mas elas dificilmente são conclusivas."

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