Fóssil encontrado nos EUA revela a evolução dos morcegos

O esqueleto mostra que ele podia voar, mas que não contava com o poder de ecolocalização

13 de fevereiro de 2008 | 16h40

Um fóssil descoberto no Estado de Wyoming (EUA) aparentemente resolve uma antiga questão de quando os morcegos ganharam sua capacidade de navegar e localizar insetos usando a audição. Resposta: foi depois que começaram a voar. A descoberta revela detalhes do mais primitivo morcego já encontrado, de uma espécie até então desconhecida que viveu há cerca de 25,5 milhões de anos.   O esqueleto mostra que ele podia voar, mas que não contava com diversas estruturas ósseas associadas à "ecolocalização", a capacidade de emitir sons de alta freqüência e em seguida ouvi-los ricocheteando de objetos e outros seres vivos.   Até agora, o fóssil de morcego mais antigo mostrava evidências tanto de vôo quanto de ecolocalização, então não era possível saber qual característica teria surgido primeiro, disse a pesquisadora Nancy Simmons.   A pesquisa, conduzida por sua equipe, aparece na edição desta semana da revista Nature.   A envergadura do morcego primitivo recém-descoberto era quase de 30 centímetros, só um pouco menor que a do grande morcego marrom moderno, disse ela. Os dentes mostram que comia insetos, retirados de superfícies depois de avistados, ouvidos ou farejados, disse ela.

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