Fragmentação de ecossistemas afeta diversidade de morcegos

A riqueza das espécies de morcego está diretamente relacionada com o tamanho do fragmento vegetal preservado. A conclusão é do estudo O que é melhor para manter a riqueza de espécies de morcegos (Mammalia, Chiroptera): um fragmento florestal grande ou vários fragmentos de pequeno tamanho?. Além das dimensões da reserva vegetal, a pesquisa também evidencia a importância da qualidade do fragmento. O estudo tem o cientista Nélio Roberto dos Reis, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina, como o primeiro autor. Junto com outros três cientistas, ele investigou seis fragmentos florestais no município de Londrina, no Paraná, o maior com 680 hectares de tamanho, e o menor com um hectare. O trabalho foi publicado na Revista Brasileira de Zoologia, com a descrição detalhada das áreas de estudo. Trinta e três espécies de morcegos foram registradas, dez das quais presentes em todos os fragmentos. Outras oito espécies foram encontradas apenas no maior fragmento florestal. Segundo os autores do trabalho, os resultados permitem afirmar que algumas espécies, como a Myotis ruber, são sensíveis às alterações ambientais. A fragmentação em ritmo acelerado das florestas resulta na diminuição da quantidade de alimento, aumento do cruzamento consangüíneo e restrição de abrigo ou outros fatores importantes do próprio hábitat. Além do tamanho do fragmento florestal, conclui o estudo, a qualidade também determina a riqueza de espécies. Mananciais de água, disponibilidade de recursos naturais e pouca interferência de áreas degradadas ao redor são ferramentas ecológicas importantes para a preservação, não apenas dos morcegos, mas de todas as relações ecológicas, que existem em uma floresta tropical.As informações são da Fapesp. Para saber mais, clique aqui.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2003 | 12h17

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