França, República Tcheca e Suécia querem plano para clima

Países querem que União Européia adote combate à mudança climática até o meio de 2009

Efe

30 de maio de 2008 | 21h32

Os ministros responsáveis por assuntos relacionados ao meio ambiente de França, República Tcheca e Suécia chegaram nesta sexta-feira, 30, a um acordo para avançar na União Européia (UE) em um plano para combater a mudança climática que possa ser adotado até o meio do ano que vem. Os três ministros, que representam os três próximos países a ocupar a Presidência rotativa da UE, pretendem fechar esse acordo antes das eleições do Parlamento Europeu. A idéia é chegar a um acordo sobre um mecanismo que substitua o Protocolo de Kioto na conferência mundial sobre o clima, que será realizada em Copenhague, capital da Dinamarca, em dezembro de 2009. O ministro francês Jean-Louis Borloo - que recebeu em Paris os ministros Martin Bursik, da República Tcheca, e Andreas Carlgren, da Suécia, além de representantes da Comissão Européia e do Conselho Europeu - disse em comunicado que a reunião serviu para falar do trabalho pendente para os 18 meses das três presidências. Segundo o comunicado, os ministros insistiram que uma economia consciente com relação às emissões de dióxido de carbono contribuirá não só para uma luta contra a mudança climática, mas também para criar empregos, para o crescimento, e para colocar a Europa em posição de força. Além disso, o texto aponta que os três ministros pedem que se realize rapidamente um estudo sobre a dimensão econômica do desmatamento nas regiões tropicais, uma vez que este fenômeno é ao mesmo tempo uma das principais fontes de emissão de gases do efeito estufa. O objetivo é associar de forma mais ampla o continente africano para a busca de um acordo global sobre a mudança climática para depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kioto que estabelece limites nas emissões causadoras do efeito estufa para os países desenvolvidos. O plano de trabalho para as presidências francesa, tcheca e sueca da UE em relação ao meio ambiente deverá ser focado em questões legislativas relativas ao clima e à energia, ao desenvolvimento sustentável e à biodiversidade, além de se concentrar em problemas de poluição, gestão de resíduos, produtos químicos e assuntos nos mares Mediterrâneo e Báltico.

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