Frio recorde reduz camada de ozônio sobre o Ártico

A Comissão Européia para a Ciência e a Pesquisa fez um alerta nesta segunda-feira sobre a drástica redução da camada de ozônio sobre o Ártico, por causa do frio recorde registrado na região.A continuarem as baixíssimas temperaturas das últimas semanas, a capa que protege a superfície da Terra da radiação ultravioleta do Sol tende a ficar mais fina, expondo as pessoas a grandes riscos de doenças como o câncer de pele.A ameaça é maior nos países do norte, próximos ao Ártico, mas também na Europa Central, segundo o comissário Janez Potocnik. "Grandes perdas de ozônio devem ocorrer se o frio persistir nesta intensidade", afirmou ele. Na região do pólo norte, menos habitada, a radiação tende a afetar mais a biodiversidade."As condições meteorológicas que estamos testemunhando ultrapassam as do inverno de 1999-2000, quando registramos as piores perdas de ozônio", comentou Neil Harris, da unidade britânica de Coordenação Européia de Pesquisas sobre Ozônio.Ele observou que as temperaturas a 20 mil metros de altitude estão caindo a uma média de 80ºC negativos, as mais baixas sobre o Ártico nos últimos 50 anos.A molécula de ozônio é formada por três átomos de oxigênio e a camada deste gás tem uma constituição instável, com um ciclo de destruição e recomposição. A camada fica na estratosfera, entre 8 mil e 40 mil metros de altitude e é diretamente afetada por gases industriais e resultantes de uso doméstico.

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