Fugindo de cientistas, rato quebra "recorde" de natação

Um rato que nadou 400 metros em mar aberto para encontrar novo território impressionou cientistas da Nova Zelândia. Eles colocaram um rastreador por rádio no roedor e acompanharam os movimentos dele em uma pesquisa para entender melhor o movimento das pragas e como elas invadem pequenas ilhas.O animal foi solto na ilha desabitada de Motuhoropapa, mas os pesquisadores não conseguiram capturá-lo ao fim do projeto. A equipe neozelandesa disse à revista Nature que o rato finalmente apareceu na ilha de Otata, nas proximidades, depois de nadar 400 metros.James Russel, da Universidade de Auckland, e os colegas dele, disseram que este pode ser o recorde de distância para um rato nadando em mar aberto."Ratos de esgoto, supostamente, podem nadar 600 metros, mas que tenhamos conhecimento, este é o recorde de um rato nadando centenas de metros em mar aberto", disseram eles.Ao todo, o rato ficou solto por 18 semanas, mas ele foi provavelmente morto em uma armadilha com carne de pingüim.ExtinçãoEspécies invasivas são uma das principais causas de extinção de animais, perdendo apenas para mudanças no habitat. Os roedores, em particular, já provocaram danos em muitas pequenas ilhas em todo o mundo.Eles são predadores de aves nativas, caçando os filhotes e comendo os ovos, além de destruir ninhos. Eles também competem com as espécies nativas por sementes, insetos e plantas para alimentos.A experiência mostra que é extremamente difícil erradicar essas pragas uma vez que elas se estabelecem. O rato desta pesquisa, em particular, escapou de várias armadilhas, iscas e até de cães farejadores.A equipe afirma que as infestações de roedores são ainda mais difíceis de eliminar quando elas ocorrem em pequeno número, possivelmente porque os animais não competem por alimentos.Manter o controle sobre as pragas invasivas é uma luta constante para as autoridades da Nova Zelândia. As ilhas desabitadas Noises (Motuhoropapa e Otata), ao nordeste do país, foram invadidas por ratos de esgoto pelo menos seis vezes entre 1981 e 2002.

Agencia Estado,

20 de outubro de 2005 | 10h29

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