Fuligem causa dano genético, diz pesquisa canadense

A poluição do ar por partículas de fuligem pode causar dano genético que é transmitido para os descendentes, informam pesquisadores canadenses a partir de um estudo realizado com camundongos. Novas pesquisas são necessárias para confirmar se pessoas realmente podem herdar o DNA danificado pela poluição e nocivo à saúde. Nesse meio-tempo, a descoberta certamente deverá aumntar as preocupações contra os particulados, partículas minúsculas de fuligem emitidas por fábricas, usinas termoelétricas e veículos a diesel.A boa notícia é que filtros de ar protegeram os caomundongos estudados.?O novo trabalho gera uma nova área de preocupação? por conta do risco às futuras gerações, disse Jonathan Samet da Universidade Johns Hopkins, que recentemente encabeçou a iniciativa da Academia Nacional de Ciências dos EUA por mais estudos a respeito da fuligem. As partículas transportadas pelo ar estão ligadas a uma lista crescente de problemas de saúde, incluindo asma e doenças cardíacas em pessoas que respiram grandes quantidades de ar poluído.Mas as evidências de que a poluição do ar poderia causar dano genético passível de transmissão hereditária eram escassas - até que cientistas canadenses passaram a criar camundongos a favor do vento na região de uma usina de aço e testaram a prole. Os machos sofreram o dobro das mutações genéticas experimentadas por camundongos criados em áreas de ar fesco.A aparente causa mais provável do alto índice de mutação foi apresenta na edição desta quinta-feira da revista Science: matéria particulada transportada pelo ar, mais conhecida como fuligem.

Agencia Estado,

14 de maio de 2004 | 17h44

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