Fundação Gates vai financiar 104 novos estudos médicos

Idéias recebidas pela fundação foram tão promissoras que ela decidiu dobrar o investimento inicial planejado

AP

22 de outubro de 2008 | 19h05

A Fundação Bill & Melinda Gates ouviu tantas sugestões criativas quando pediu para cientistas ao redor do mundo compartilharem suas idéias para projetos globais de saúde que decidiu dobrar o investimento inicial planejado.   Ao todo, 104 cientistas em 22 países vão receber, cada um, US$ 100 mil para fazer pesquisas iniciais sobre abordagens incomuns para a prevenção ou cura de doenças como aids ou tuberculose, ou ainda para o controle de problemas de saúde pública como a resistência a drogas.   Tachi Yamada, presidente de saúde global na fundação, anunciou a primeira rodada de investimentos das Explorações Grandes Desafios nesta quarta-feira, 22, en Bangcoc.   "A qualidade das inscrições superou todas as nossas expectativas", disse Yamada em uma declaração antes da cerimônia.   Espera-se que o novo programa dure cinco anos. Idéias para a segunda rodada de bolsas devem ser enviadas ao site da fundação até dia 2 de novembro.   As idéias vencedoras da primeira rodada ficam fora do limite atual de pesquisa de saúde: vão de explorar desde o vínculo entre o HIV e a diabetes de tipo II e até o desenvolvimento de lanternas que ajudariam a parar a transmissão da malária.   As bolsas vão para pesquisadores em 25 Estados dos Estados Unidos, mas a maior concentração de prêmios vai para cinco cientistas da Universidade de Washington.   Os projetos que mostraram potencial depois do primeiro ano de pesquisa vão ser recompensados com bolsas maiores de US$ 1 milhão ou mais, disse Melissa Derry, representante da fundação.   "Você tem que olhar embaixo de cada pedra", disse. "Tem que ter certeza que olhou em todos os lugares possíveis para encontrar novas idéias."

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