Fundo mundial dá US$ 58 bi a projetos sobre mudança climática

Os 20 projetos financiados ajudarão na adaptação de países em desenvolvimento ao aquecimento global

Efe

03 de dezembro de 2008 | 16h46

O Fundo para o Meio Ambiente Mundial anunciou nesta quarta-feira, 3, em uma conferência em Poznan, na Polônia, um pacote de US$ 58 bilhões destinado a financiar 20 projetos para a adaptação de países em desenvolvimento à mudança climática. Veja também:  Mudança climática pode elevar número de refugiados, diz ONUAcordo para vítimas do clima pode ser necessário, diz WWFAdaptação ao efeito estufa custará US$ 50 bi ao ano, diz ONG Crise pode prejudicar atualização do Protocolo de Kyoto Entenda a reunião sobre clima da ONU na Polônia Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono   Página oficial da conferência  Gases estufa atingiram níveis recordes em 2007, diz ONU Plano federal prevê queda de 70% no desmatamento até 2018 Dois desses projetos, que se desenvolverão em Samoa e Eritréia, foram apresentados durante a conferência das Nações Unidas (ONU) sobre a Mudança Climática, que acontece em Poznan até a próxima semana. "O objetivo de nosso projeto é ajudar às zonas rurais, as mais ameaçadas pela mudança climática", disse em coletiva de imprensa Seid Abdu Salih, coordenador do plano no país africano, uma das zonas mais afetadas pela seca nesse continente. "Trata-se de introduzir espécies animais e plantas mais resistentes à seca e de ajudar os camponeses a encontrar fontes alternativas de renda", acrescentou. O ministro do Meio Ambiente de Samoa, Tuuu Leti Taulealo, explicou que o projeto aprovado para esse país será centrado em fornecer água doce às ilhas que o integram e em garantir a assistência sanitária perante males provocados por secas e inundações. O apoio aos países menos desenvolvidos em sua adaptação às conseqüências do aquecimento global é uma das questões debatidas na 14ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de Poznan. A reunião na Polônia é fundamental para o futuro do planeta e nela se espera pactuar um Mapa de Caminho que no próximo ano permita carimbar em Copenhague um protocolo de redução de emissões pós-Kyoto que entre em vigor após 2012.

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