Futuro da exploração espacial é discutido nos EUA

Empresas e Nasa avaliam fim dos ônibus espaciais, estação espacial internacional e retorno à Lua

Reuters,

18 de junho de 2009 | 10h20

Enquanto a Nasa lança o primeiro foguete da missão que quer enviar astronautas novamente à Lua, um painel presidencial começou nesta quarta-feira, 17, para pensar alternativas sobre como chegar ao satélite e decidir se os Estados Unidos devem mesmo ir até ele.

 

O país está mudando o foco de seu programa espacial, do investimento em ônibus espaciais e na Estação Espacial Internacional para uma iniciativa de maior exploração do espaço, que seria coroada com o regresso de astronautas para a Lua em 2020, meio século após as missões do programa Apollo de 1969 a 1972.

 

A Nasa planeja retirar os ônibus espaciais de sua frota já em 2010, após oito viagens adicionais para concluir a construção da estação espacial. Em seguida, destinará seus recursos no desenvolvimento de um par de foguetes descartáveis, conhecidos como Ares, e de uma cápsula reforçada similar às das missões Apollo, chamada Orion, que poderia levar tripulações para a Lua e outros destinos. O primeiro voo da Orion para a estação espacial deve acontecer em 2015, cinco anos depois do término dos voos de ônibus espaciais.

 

Porém o custo estimado para a excursão lunar, de mais de 100 bilhões de dólares, e a preocupação com o intervalo de cinco anos sem viagens espaciais levaram o presidente Barack Obama a ordenar uma revisão do programa espacial estadunidense.

 

Na quarta-feira, companhias comerciais, a Nasa e outros defensores da exploração espacial começaram a realizar audiências em Washington para discutir opções para enviar astronautas à estação espacial e à Lua e refletir se o satélite da Terra deve mesmo ser um destino. O painel, encabeçado pelo ex-presidente executivo da Lockheed Martin, Norm Augustine, prevê entregar um relatório em agosto.

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