G8 concorda em reduzir emissões de CO2 pela metade até 2050

Estados Unidos afirmam que grupo obteve 'avanço significativo' para o meio ambiente

Efe,

08 de julho de 2008 | 04h05

O Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia) "reconhece" a necessidade de reduzir em 50% as emissões de CO2 à atmosfera até 2050, uma medida para combater a mudança climática, anunciou o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda. Os Estados Unidos afirmaram que o grupo obteve "avanço significativo" para o meio ambiente.   Veja também Lula chega ao G8 para defender biocombustíveis e agricultura G8 pede diálogo para diminuir preço do petróleo Merkel destaca progressos do G8 sobre a mudança climática   Os líderes dos países mais ricos do mundo, que têm posições diferentes sobre a luta contra o aquecimento global, pediram também a "cooperação" dos maiores emissores de CO2 para chegar a essa meta, segundo Fukuda.   Além disso, o presidente rotativo do G8 anunciou que os países-membros do grupo (EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia) concordaram em fixar objetivos nacionais de corte de emissão de CO2 a médio prazo, em alusão a 2020.   "Reconhecemos que as economias mais desenvolvidas diferem das economias em desenvolvimento", por isso as nações mais industrializadas "iniciarão objetivos ambiciosos a médio prazo para conseguir reduções absolutas de emissões e, quando for possível, paralisar o aumento das emissões" segundo as circunstâncias de cada país, diz o G8.   Os líderes pedem para que as economias emergentes "considerem seriamente" a redução da emissão dos gases poluentes pela metade para 2050, afirma o grupo em comunicado.   Segundo Fukuda, o G8 entende que a meta de reduzir pela metade a emissão de gases que causam o efeito estufa é agora "um objetivo para o mundo inteiro".   EUA   As conversas desta terça-feira na cúpula do G8 sobre o meio ambiente foram "excelentes" e levaram a um "avanço significativo", afirmou um porta-voz do Governo dos Estados Unidos.   Em declarações na sede da cúpula do G8, o assessor de economia internacional da Casa Branca, Dan Price, expressou a satisfação de seu governo com este eventual acordo, que foi divulgado em comunicado.   Segundo Price, o texto "reconhece que o G8 não pode alcançar sozinho as metas (de redução de gases poluentes), e é necessária a cooperação das economias emergentes".   "O acordo representa um avanço significativo", afirmou o porta-voz americano, que acrescentou que "todos os líderes estão satisfeitos com esta declaração".   O comunicado indica que o G8 "busca compartilhar e adotar" com o resto das principais economias mundiais "a meta de conseguir pelo menos 50% na redução de gases para 2050".   Segundo o G8, para atingir os objetivos a longo prazo é necessário tomar medidas para estimular o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias.   O conteúdo desse acordo está longe das aspirações do Japão e dos países europeus, que queriam estabelecer um compromisso para a redução das emissões pela metade para 2050.   Os EUA insistem em que qualquer acordo vinculativo de redução de emissões deve incluir as economias emergentes.

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