Geleiras do Alasca derretem em ritmo cada vez mais rápido

As geleiras do Alasca derretem a um ritmo cada vez mais rápido do que até agora se acreditava e são a principal causa de elevação do nível dos oceanos, segundo um estudo realizado pela Universidade do Alasca e publicado pela revista Science. De acordo com o trabalho, no último século, as grandes concentrações de gelo do noroeste americano provocaram ao menos 9% da elevação das águas, com um acréscimo de um décimo de milímetro por ano. Os autores do estudo utilizaram um sistema a laser de altimetria instalado em um pequeno avião. As conclusões da investigação apontam que "as geleiras estão contribuindo mais do que nenhum outro fator para o aumento do nível dos mares de todo o planeta". Os dados recolhidos foram comparados posteriormente com as medidas que a Inspeção Geral dos Estados Unidos tomou na década de 50, quando já se constatava, segundo a revista Science, que as geleiras perdiam anualmente 50 centímetros de altura. As conclusões da equipe da Universidade do Alasca são ainda mais preocupantes porque revelam um ritmo assustador de degelo nos últimos dez anos, o dobro do que foi constatado há meio século. As geleiras do Alasca cobrem uma superfície de 90 mil quilômetros quadrados, cerca de 13% do total de geleiras de montanha existentes na Terra.

Agencia Estado,

20 de julho de 2002 | 13h52

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