Gelo do Ártico está derretendo mais rápido que o esperado

Elevação de temperatura na região já chega a níveis que só eram previstos para 2070, diz relatório

Associated Press,

02 de abril de 2009 | 18h19

O gelo sobre o Oceano Ártico derrete-se tão depressa que a maior parte desse reservatório terá desaparecido dentro de 30 anos.  Uma nova análise das condições na região, valendo-se de complexos modelos computadorizados do tempo e do clima, diz que as condições previstas para o final do século poderão materializar-se muito antes.

 

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Uma mudança na quantidade de gelo é importante porque a superfície branca reflete luz solar de volta ao espaço. Quando o gelo é substituído  pelas águas escuras do oceano, essa luz pode acabar absorvida, aquecendo a água e aumentando o aquecimento global.

 

"Por conta da recente perda de gelo marítimo, as temperaturas de outono da superfície da região central do ártico de 2005 a 2008 foram 5º C superiores" ao que seria esperado, diz o novo relatório. Essa elevação só era esperada para 2070.

 

O novo relatório, assinado por Muyin Wang, do Instituto Conjunto para o Estudo da Atmosfera e Oceano, e James E. Overland, do Laboratório Marinho do Pacífico da Administração Nacional de Atmosfera e Oceano (NOAA) aparece na edição desta sexta-feira, 3, da revista especializada Geophysical Research Letters.

 

Os autores esperam que a área coberta por gelo no verão caia de 7,25 milhões de quilômetros quadrados para 1,6 milhão de quilômetros quadrados dentro de 30 anos.

 

A extensão mínima do gelo no ano passado foi de 4,6 milhões de quilômetros quadrados, em setembro. Trata-se de uma das menores já registradas,  de acordo com o Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve.

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