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Gene controla diferença de neurônios entre sexos

Desativar um único gene é o suficiente para eliminar diferenças importantes entre os cérebros de machos e fêmeas. A descoberta é de um grupo de cientistas do Centro para Estudos Neuroendócrinos da Universidade de Massachusetts e da Divisão de Neurociência do Centro de Pesquisa em Primatas do Oregon, nos Estados Unidos.No desenvolvimento dos mamíferos, machos e fêmeas têm inicialmente o mesmo número de neurônios, mas o surgimento dos hormônios causa um processo seletivo de morte das células neuronais, que eventualmente leva à ocorrência de diferenças no número de neurônios entre os gêneros em fases posteriores.Nos mamíferos, os machos têm mais neurônios em uma região do cérebro conhecida como núcleo intersticial da estria terminal (BNSTp, em inglês). As fêmeas, de seu lado, apresentam mais neurônios na área chamada de núcleo anteroventral periventricular (AVPV).A pesquisa mostrou que machos e fêmeas de camundongos sem um gene chamado Bax não apresentaram diferenças nos números de neurônios em cada região. Além disso, os números de neurônios semelhantes encontrados não induziram a diferenças em comportamento nos animais estudados.Morte programadaHormônios como o masculino testosterona aparentemente controlam a sobrevivência de neurônios específicos no cérebro, enquanto que membros da família de proteínas Bcl-2 regulam a morte celular programada.Os pesquisadores, liderados por Nancy Forger, da Universidade de Massachusetts, suspeitavam que um integrante da família Bcl-2, chamado Bax, poderia controlar a morte de neurônios ligados ao sexo. Para verificar a idéia, estudaram os cérebros de camundongos que não dispunham deste gene.?Os resultados demonstraram que as diferenças sexuais no número total de células estavam ausentes nos cérebros de camundongos adultos que não contavam com a Bax?, escreveram no artigo. ?As diferenças sexuais em volumes nucleares também se reduziram pela remoção do gene.?Os resultados do estudo estão no artigo Deletion of Bax eliminates sex differences in the mouse forebrain, escrito por Nancy Forger, Greta Rosen, Elizabeth Waters, Dena Jacob, Richard Simerly e Geert de Vries. O artigo está sendo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Agencia Estado,

31 de agosto de 2004 | 10h30

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