Governo Bush insiste em atacar Protocolo de Kyoto

Assessores do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defenderam sua abordagem a respeito do aquecimento global e disseram a senadores que a retirada do país do Protocolo de Kyoto preservará, no longo prazo, bilhões de dólares e milhões de empregos. "O Protocolo de Kyoto custaria US$ 400 bilhões à nossa economia e causaria 4,9 milhões de demissões, arriscando o bem-estar do povo e dos trabalhadores norte-americanos", argumentou James L. Connaughton, presidente do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca. Connaughton reconhece que a "emissão de gases causadores do efeito estufa aumentará, isto é industível". Mas disse que a visão do presidente tem como base o atual nível de comprovações científicas e "impede custosos erros de política". "Isto é inconsistente", acusou o senador democrata John Kerry, presidente da audiência. Apesar de o governo "reconhecer as conseqüências potencialmente graves do aquecimento global, as emissões continuarão crescendo anualmente, pelos planos do presidente". A Casa Branca é favorável a uma resposta ao aquecimento global com mais gastos em ciência e tecnologia e medidas voluntárias - e não obrigatórias - para reduzir o aumento da emissão de poluentes, mas ainda assim permitindo que ela continue crescendo. No ano passado, o governo Bush causou comoção mundial ao retirar-se unilateralmente do Protocolo de Kyoto, um acordo internacional de combate às mudanças climáticas que imporia o controle de emissão de gases causadores do efeito estufa. A Casa Branca diz que precisaria de pelo menos cinco anos para desenvolver previsões científicas antes de decidir a melhor forma de lidar com o aquecimento global.

Agencia Estado,

11 de julho de 2002 | 19h10

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