Governo de SP recorrerá por flotação no Rio Pinheiros

O governo de São Paulo vai entrar na Justiça para garantir o teste de flotação no Rio Pinheiros, informou hoje o governador Geraldo Alckmin. Segundo ele, as secretarias do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, a Sabesp e a Emae (Departamento de Águas e Esgoto) já estão trabalhando em conjunto para ingressar, na Justiça, o mais rápido possível. "Não me parece razoável impedir um teste", disse AlckminO teste de flotação - processo que retira da água elementos sólidos em suspensão - no Pinheiros foi proibido por liminar concedida pela Justiça a pedido do Ministério Público, que acredita que a flotação não elimina a poluição industrial e prejudicaria os reservatórios de água potável com o bombeamento do Rio Pinheiros. O governador argumentou que há experiências similares bem sucedidas, como é o caso do córrego do Sapateiro ? que abastece o Lago do Parque do Ibirapuera ? e também no Horto Florestal. Segundo Alckmin, a Cetesb tem o objetivo de conseguir atingir a classe 2 da água, que não é potável, mas tem oxigênio e permite a vida aquática. "Se a Cetesb não comprovar que a água atingiu classe 2, a gente não faz o bombeamento", disse o governador, referindo-se ao bombeamento da água do Pinheiros para a represa Billings. O governador explicou ainda que a tentativa de se realizar o teste de flotação é buscar uma "solução inteligente" para romper o círculo vicioso da poluição e iniciar um círculo virtuoso. "A situação hoje é que o Rio Pinheiros e a represa Billings estão poluídos. Além disso, a usina de Henry Borden, em Cubatão, não gera energia por falta d´água", comentou. Desta maneira, para ele, a poluição seria controlada, a usina poderia voltar a gerar energia e o rio Cubatão receberia mais água doce, o que, na opinião do governador, combateria a cunha salina que atinge o pólo industrial do município da baixada santista.

Agencia Estado,

10 de julho de 2003 | 16h43

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