Governo interrompe diálogo com ruralistas e não vota Código Florestal

Presidente da comissão do Congresso que examina a MP, deputado Bohn Gass (RS), que é do PT, foi orientado a suspender a sessão que estava marcada para a manhã de quinta-feira

João Domingos,

08 Agosto 2012 | 21h31

BRASÍLIA - Em represália à aprovação do fim das APPs nos rios intermitentes, o governo decidiu na noite dessa quarta-feira interromper o diálogo com a bancada ruralista e não mais votar por agora a medida provisória que altera o Código Florestal. O presidente da comissão do Congresso que examina a MP, deputado Bohn Gass (RS), que é do PT, foi orientado a suspender a sessão que estava marcada para a manhã de quinta-feira.

Ainda hoje Bohn Gass enviou a todos os senadores e deputados da comissão um comunicado segundo o qual não haveria mais nenhuma sessão da comissão especial no momento. A decisão do governo ocorreu depois de uma reunião de emergência no Palácio do Planalto entre os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), os senadores Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE) e Luiz Henrique (PMDB-SC) e o presidente da comissão.

Os participantes da reunião concluíram que a bancada ruralista não se limitou apenas a tentar fazer mudanças na medida provisória que altera o Código Florestal, e sim em toda a estrutura das leis ambientais que protegem nascentes, rios e florestas. Desse modo, entenderam que seria mais interessante interromper qualquer votação.

Bohn Gass disse que tentará convocar uma reunião para o dia 28 deste mês. Ele acha que até lá os parlamentares poderão buscar novos entendimentos e impedir a aprovação de emendas como a que retirou a proteção aos rios intermitentes. A sessão de hoje foi interrompida no momento em que os ruralistas tentavam acabar com a obrigatoriedade de proteção às margens das veredas.

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