Governo mineiro admite carência de fiscalização ambiental

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas, José Carlos Carvalho, admitiu, nesta segunda-feira, que o sistema de gestão ambiental do Estado não tem condições de atuar de forma efetiva em casos de emergência como o rompimento, no último sábado, de um reservatório de rejeitos da Indústria Cataguazes de Papel Ltda, usados na produção da celulose.Com o acidente, uma grande quantidade de resíduos químicos foi despejada no Rio Pomba, que corta a Zona da Mata mineira e as regiões norte e noroeste do Estado do Rio. ?Eu não trato as coisas com meias palavras. O nosso sistema ainda não está aparelhado para este tipo de problema?, disse.O secretário contestou a crítica feita pelo vice-governador do Rio, Luiz Paulo Conde, que classificou como ?uma vergonha? a demora na comunicação do vazamento. Segundo José Carlos Carvalho, o governo fluminense foi informado do acidente ainda no sábado por funcionários da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec). ?O momento é de enfrentar o problema, e eu não quero entrar em rusgas de disputas?, afirmou.De acordo com o secretário, a fragilidade no controle ambiental é problema que atinge todos os Estados brasileiros, e o governo mineiro espera corrigir as falhas com reformas estruturais no curso do Sistema Estadual do Meio Ambiente.Ele disse que, entre as medidas a serem adotadas, está a criação de um cadastro dos produtos e resíduos perigosos armazenados no Estado. ?Precisamos ter um controle rígido disso.?

Agencia Estado,

31 de março de 2003 | 21h17

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