Governo tem R$ 300 milhões para reflorestar Mata Atlântica

O ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, afirmou nesta quarta-feira que o governo tem R$ 300 milhões disponíveis para incentivar o reflorestamento da Mata Atlântica. O projeto do ministério dá crédito a pequenos agricultores que ajudarem na preservação de uma das áreas mais ameaçadas do Brasil."Essa é apenas uma das formas de estimular a mudança do atual padrão de desenvolvimento brasileiro, que é dos anos 70 e não incentiva a preservação ambiental", afirmou o ministro, que ontem almoçou com empresários no Rio e discutiu a viabilidade de novos projetos ambientalmente corretos.Carvalho anunciou que outras medidas para integrar empresários e ambiente já estão sendo estudadas. Entre elas, o ministro diz que vai reduzir os impostos dos produtos recicláveis. "O que acontece hoje é que muitas vezes quem recicla paga mais impostos do que quem não se preocupa com isso. É por isso que temos que começar a recompensar quem vai certo e aumentar os impostos dos outros."Segundo o ministro, o Brasil já avançou muito na criação de regras e leis para controle e penalização de quem destrói a natureza, mas ainda faltam mecanismos para facilitar a implementação de políticas ambientais. "O Brasil precisa achar formas de criar riquezas que incluam a preocupação com o desenvolvimento sustentável."Johannesburgo Na palestra para os empresários cariocas, Carvalho voltou a repetir a posição que o governo brasileiro vai levar para a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (que acontece a partir do dia 26 na África do Sul). "O governo brasileiro entende que não podemos admitir a tentativa de alguns países desenvolvidos de retroceder em relação aos avanços da Rio 92", disse.Segundo o ministro, os países desenvolvidos têm insistido em discutir pobreza na cúpula e, com isso, desviar a atenção das negociações sobre a implantação de importantes compromissos, como as convenções de Biodiversidade e de Clima. Outro tema que estaria sendo esquecido é a discussão sobre como reverter os atuais padrões de produção e consumo dos países ricos. Para reforçar a sua posição, Carvalho diz que está buscando alianças com outros países. "Já conseguimos o apoio dos países da América Latina e Caribe e, agora, pretendemos criar uma integração maior com países da União Européia e da África. Só assim, poderemos ter sucesso."

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