Grã-Bretanha revela plano de cinco anos de combate ao câncer

Autoridades britânicas do setor desaúde revelaram na segunda-feira um plano quinquenal parareformar os serviços de atendimento a pacientes com câncer emelhorar as taxas de sobrevida à doença. A Estratégia de Reforma do Câncer inclui a ampliação deprogramas de exames de detecção, um tratamento mais ágil e oaumento do apoio pós-tratamento aos sobreviventes, segundo oDepartamento de Saúde do governo britânico. Entre outras medidas estão tentativas de ajudar fumantes alargar o hábito, com propostas como a proibição de máquinas devenda de cigarro, a redução da exposição dos cigarros nas lojase uma reavaliação das embalagens. O uso de máquinas de bronzeamento também será analisado,para determinar o quanto elas são usadas por menores de 18anos, dentro da iniciativa para reduzir as taxas de câncer depele. "Médicos, pacientes e entidades nos dizem que o problema docâncer melhorou significativamente nos últimos dez anos graçasaos investimentos e às reformas, mas estou determinado a irmais longe", disse Alan Johnson, secretário da Saúde. Em agosto, estudos mostraram que a Grã-Bretanha estavaatrás do resto da Europa em taxas de sobrevida, apesar doaumento nos investimentos. A taxa de sobrevida após cinco anos era de cerca de 42 porcento para homens e 52 por cento para as mulheres britânicas --no resto da Europa, eram de 45 e 55 por cento, respectivamente. Os exames para detectar câncer de mama serão feitos entreos 47 e os 73 anos -- antes, eram feitos em mulheres entre 50 e70 anos. Isso significa que 200 mil mulheres adicionais serãoexaminadas ao ano. Serão investidos mais de 200 milhões dedólares em equipamentos para mamografia. O programa também estenderá exames para detecção de câncerde cólon para todos os homens e mulheres entre 70 e 75 anos apartir de 2010. Os gastos do governo com o câncer quase que triplicaram noano passado em relação a 2000. Mas os partidos da oposiçãoafirmam que a verba não ajudou a melhorar a sobrevida dospacientes.

TIM CASTLE E MICHAEL HOLDEN, REUTERS

03 de dezembro de 2007 | 16h18

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