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Grandes terremotos são mais prováveis durante lua nova ou cheia

Cientistas encontraram relação entre intensidade das marés e tremores de terra de grande magnitude; estudo foi publicado na revista 'Nature Geoscience'

O Estado de S. Paulo

13 Setembro 2016 | 07h00

Os grandes terremotos são mais prováveis quando há mares altas ou vivas, ou seja, em fases de lua nova ou cheia, indica um estudo publicado nesta segunda-feira, 12, pela revista Nature Geoscience.

Uma equipe comandada pelo professor Satoshi Ide, da Universidade de Tóquio, no Japão, realizou experimentos que oferecem provas práticas do fenômeno, que até então não tinha sido demonstrado.

Ide e seus colegas recriaram o tamanho e a amplitude da "força da maré" - um efeito da gravidade que é responsável pela existência do fenômeno nos mares - registrado durante as duas semanas anteriores a vários grandes terremotos, com magnitudes acima de 5,5 graus.

Os cientistas acharam uma correlação entre as forças de maré e os grandes terremotos, não detectada nos sismos pequenos. Isso foi comprovado nos tremores de Sumatra, em 2004, do Chile, em 2010, e em Tohuku-oki (Japão), em 2011, todos ocorridos em momento de uma grande amplitude da força de maré alta.

Os pesquisadores também descobriram que a proporção de grandes terremotos, em comparação com os pequenos, aumenta em relação com os incrementos da amplitude da força de maré.

A ciência ainda não conseguiu explicar totalmente como se iniciam e se desenvolvem os grandes sismos, mas acredita-se que eles crescem em cascata a partir de uma fratura pequena que se transforma em uma grande rachadura.

Os autores afirmaram na Nature Geoscience que o estudo indica que a probabilidade de uma pequena fratura progredir até se transformar em uma grande rachadura é maior durante as marés altas.

Em consequência, um maior conhecimento da força das marés em regiões sísmicas poderia contribuir para um melhor prognóstico da possibilidade de terremotos, afirmam os pesquisadores. /EFE

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