Greenpeace denuncia contaminação genética de colheitas

A organização ecológica Greenpeace denunciou nesta sexta-feira a contaminação genética involuntária em colheitas da Austrália e pediu ao governo um maior controle. O Greenpeace solicitou que o governo obrigue a realização de testes de sementes e crie um fundo para compensar os fazendeiros vítimas de contaminações indesejadas.A ativista Carolin Wenzel disse que no começo do mês foi confirmada a contaminação de uma fazenda do Estado de Victoria, com 64 hectares de cultivo, com 0,5% com o gene "Liberty Link" da multinacional Bayer CropScience Pty Ltd. Nesta semana se descobriu o mesmo nível de contaminação em outra fazenda.Os dois fazendeiros compraram sementes etiquetadas como livres de material alterado geneticamente e, no entanto, estavam contaminadas, denunciou Wenzel.A Bayer CropScience Pty Ltd foi a primeira companhia a receber licença na Austrália para cultivar semente transgênica para o comércio, em julho de 2003. Os governos locais impediram que a multinacional pudesse estrear a permissão ao proibir o uso deste material de genes modificado.No entanto, na quinta-feira concordaram em permitir um nível de tolerância de sementes geneticamente alteradas de até 0,5% em 2006 e 2007, para depois tentar reduzir a proporção para 0,1%.O Greenpeace assinalou que esta decisão deixa livres as companhias de biotecnologia para fazer o que quiserem. "A contaminação continuará se estendendo a não ser que sejam impostos controles estritos e se faça um esforço para obrigar a manter um nível zero", disse John Hepburn, do Greenpeace.   leia mais sobre transgênicos

Agencia Estado,

28 de outubro de 2005 | 14h13

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