Greenpeace protesta contra comércio de mogno

Integrantes do movimento ambientalista Greenpeace bloquearam a entrada da empresa Red Madeiras Tropicais, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, por cerca de sete horas, hoje, em protesto contra o comércio de mogno. Eles alegam que a empresa paranaense tem, entre seus fornecedores, madeireiras pertencentes à máfia do mogno, que agiriam em terras públicas e indígenas, na região amazônica. Nenhum diretor da Red foi encontrado para comentar a acusação.Os 14 membros do Greenpeace vieram de São Paulo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e da região amazônica. "Queríamos mostrar ao povo do Paraná que as empresas não estão tendo critério na compra de madeira da Amazônia", disse Nilo D´Ávila, um dos ativistas. Segundo ele, a Red Madeiras Tropicais foi a maior exportadora de mogno no ano passado, com cerca de 8,7 mil metros cúbicos. Outros 14 mil metros cúbicos da madeira estariam nos depósitos da empresa.Os ativistas bloquearam o portão da empresa com uma motosserra inflável de seis metros de comprimento. Vários cartazes contra a venda ilegal de mogno também foram colocados nas grades. Um dos manifestantes acorrentou-se ao portão. Um princípio de confusão ocorreu quando os ativistas subiram em cima da guarita de segurança e houve bate-boca com os funcionários da empresa. A Polícia Militar esteve no local, mas apenas assistiu à manifestação. Os ativistas queriam conversar com os diretores da Red para pedir que assinassem um documento se comprometendo a trabalhar somente com madeira legalizada. Não conseguiram.A exploração, transporte e comércio de mogno estão proibidos desde outubro do ano passado, quando o Ibama iniciou investigações sobre a compra e venda ilegal do produto. "Mas empresas roubam madeira de terras indígenas e áreas públicas, burlam a legislação, conseguem liminares em juízes de primeira instância, usam documentos oficiais para legalizar madeira ilegal, confundem os consumidores e acabam com a credibilidade do Brasil no mercado mundial", denunciou D´Ávila.

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