Grupo de 20 pessoas está envolvido no VatiLeaks, diz jornal italiano

O jornal italiano "La Repubblica" publicou nesta quinta-feira, 7, uma entrevista com uma pessoa ligada ao Vaticano que teria ajudado o ex-mordomo do papa no vazamento de documentos

O Estado de S. Paulo

07 Março 2013 | 13h56

O jornal italiano "La Repubblica" publicou nesta quinta-feira, 7, uma entrevista com uma pessoa ligada ao Vaticano que teria ajudado o ex-mordomo do papa Paolo Gabriele no vazamento de documentos secretos de Bento XVI, no evento que ficou conhecido como VatiLea ks.

Ele não é identificado na reportagem, apenas se autointitula como um "corvo" (palavra que foi usada para o delator Gabriele), e diz que faz parte de um grupo de 20 pessoas - homens, mulheres, leigos e clérigos - que fariam parte do esquema de vazamento e que alguns deles seriam das altas esferas, muito próximos do agora papa emérito.

Segundo o entrevistado, a ação teve como objetivo trazer transparência à Igreja. E que o momento pré-conclave, que vai eleger o novo líder da Igreja, era ideal para que eles voltassem a se manifestar.

Ele disse também que há mais documentos a serem revelados, e que, no futuro, se o novo papa não agir de acordo com a transparência, que o grupo poderá voltar a agir.

Hoje pela manhã os cardeais voltaram a se reunir em uma das congregações gerais, mas ainda não definiram a data do conclave. Agora só falta um cardeal eleitor chegar, o vietnamita Jean-Baptiste Pham Minh Mân, que deve chegar ainda hoje ou amanhã cedo. Mas mesmo a chegada dele não garante que a data do conclave já vai ser marcada.

De acordo com o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, isso só vai acontecer quando os cardeais sentirem que já debateram tudo o que precisavam e tem informações necessárias para poder votar. É que no conclave, não há espaço para discussão, só orações e reflexões. Hoje eles receberam informações sobre as finanças do Vaticano.

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