Grupo dinamarquês passa a vender caricaturas de Maomé

O artista Kurt Westergaard, que fez o desenho em 2005, deu o direito a grupo de liberdade de expressão

Associated Press,

08 de abril de 2009 | 14h24

Um grupo dinamarquês de defesa da liberdade de expressão informa que está vendendo exemplares de uma caricatura do profeta Maomé que causou ultraje no mundo islâmico.

 

Cerca de mil reproduções impressas do desenho que mostra o profeta do islã usando um turbante em forma de bomba estão sendo vendidas por 1.400 coroas dinamarquesas (US$ 250, ou R$ 590) cada, disse Lars Hedegaard, presidente da Sociedade Dinamarquesa da Liberdade de Imprensa.

 

"Só o que estamos fazendo é iniciar o debate", disse Hedegarrd. "Estamos usando nossa liberdade de expressão".

 

Hedegaard disse que o artista Kurt Westergaard, que fez o desenho em 2005, deu à sociedade o direito de produzir os exemplares e revendê-los. Cada exemplar vem com o autógrafo de Westergaard. "Não violamos, nem estamos violando, nenhuma lei", disse Hedegaard.

 

Westergaard está vivendo sob proteção policial desde que uma suposta conspiração para assassiná-lo foi descoberta no ano passado.

 

Doze charges mostrando o profeta, incluindo a de Westergaard, foram publicadas pelo jornal Jyllands-Posten em 2005.

 

No ano seguinte, desencadearam fortes protestos do Marrocos à Indonésia, com manifestantes atacando missões diplomáticas dinamarquesas e de outros países ocidentais. 

 

A lei islâmica geralmente proíbe retratos do profeta, a fim de evitar idolatria.

 

Ao longo ad crise, o primeiro-ministro  Anders Fogh Rasmussen distanciou-se das charges, mas não dedéu aos apelos por um pedido de desculpas, mencionando a liberdade de expressão, e disse que seu governo não poderia ser responsabilizado pelos atos da imprensa nacional.

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