Histório do caso, segundo relatório do Greenpeace

Maior fabricante de poliestireno do Mundo, a Dow Química tem fábricas e complexos industriais nos estados da Bahia, Pernambuco e São Paulo. No Brasil, a empresa teve receita da ordem de US$ 1,3 bilhão em 2000 - cerca de 4% do total da multinacional no mundo - e faturou US$ 180 milhões. Em 1999, o grupo Dow incorporou sua concorrente Union Carbide, que, no Brasil, detém parte do capital da Petroquímica União, de Santo André (SP).A primeira fábrica do grupo no país foi inaugurada no município do Guarujá, no litoral de São Paulo, em 1971. O complexo é responsável pela produção de poliestireno, látex, polióis para a produção de espuma de poliuretano e resinas epóxi, dentre outros. Sua capacidade foi ampliada de 120 mil para 200 mil toneladas anuais em 2001. Ele também dispõe de um terminal marítimo, que movimenta aproximadamente 70% dos produtos vendidos pela Dow no país. Um dos terrenos da empresa no Guarujá apresenta contaminação por tetracloreto de carbono, insumo que a Dow já não utilizava desde os anos 80. Segundo a companhia, a questão vem sendo discutida com a Cetesb, a agência ambiental paulista, desde 1994. Cerca de 350 toneladas de sedimentos considerados de baixa contaminação, que estavam no interior da fábrica, foram retirados e enviados para fornos de cimento. Entre abril e agosto de 1998, o Greenpeace realizou coletas de três amostras de sedimentos das proximidades, sendo uma do rio Santo Amaro, e também uma amostra de efluentes da indústria. O material foi analisado pelo laboratório da organização não-governamental em Exeter, na Inglaterra. Todas as amostras apresentavam diversos compostos orgânicos, como tetraclorometano e clorofórmio, e organoclorados voláteis. Metais estavam presentes tanto nos sedimentos do rio como nos efluentes da empresa.Em janeiro de 2000, o Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar as denúncias do Greenpeace. Ainda estão coletando informações e monitorando as decisões da Cetesb.Entretanto, a Cetesb informa que ainda não foi decidido se a área, num raio de 500 metros, precisa ou não de remediação. Em 2000, A Cetesb concluiu que, dentro de uma dezena de pontos de monitoramento instalados, só um mostrava índices inadequados de potabilidade. A empresa evita manifestar-se a respeitoVeja a íntegra do relatório "Crimes Corporativos" no site do Greenpeace (http://www.greenpeace.org.br).

Agencia Estado,

19 de junho de 2002 | 09h38

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