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Homem torna imprevisível o degelo na Antártida

O derretimento das placas de gelo da Antártida, por causa do aquecimento global, não é novidade na história do planeta, mas agora isso está acontecendo por causa da ação humana e é potencialmente mais grave."Desta vez, o problema é causado pelo homem e, se não tomarmos providências, os danos serão muito piores. Não podemos ser complacentes", alertou nesta quarta-feira Dominic Hodgson, que liderou o mais recente estudo sobre a diminuição da calota de gelo antártico.Hodgson, que é do programa de pesquisa antártica do Reino Unido, o BAS, e colegas das universidades de Durham e Edimburgo, afirmam no artigo publicado na Geology que placas de gelo consideradas estáveis não são perenes como alegam os que vêem poucos riscos no aquecimento global.O estudo avaliou se placas consideradas estáveis já passaram por momentos de retração severa tempos atrás. E a resposta foi "sim". Apenas com fatores naturais, sem a contribuição humana, a "saudável" placa George VI, na Península Antártica, teve uma colossal redução de tamanho há cerca de 9.500 anos.Agora, além de causas naturais para um aquecimento, o planeta conta com mais gases causadores do efeito estufa. Segundo o BAS, a média de concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera foi de 280 partes por milhão ao longo dos últimos 900 mil anos, com exceção do período que vai da Revolução Industrial até hoje. Neste período, a média subiu para 350 partes por milhão.O estudo é particularmente relevante por apontar que a corrente Circumpolar Profunda, relativamente quente, está causando um derretimento acelerado das camadas inferiores da placa de gelo na região de Pine Island Bay, na Antártida Ocidental.A perda desta placa tende a dar caminho para o escoamento acelerado do gelo hoje concentrado sobre as áreas de terra firme, prevêem os pesquisadores. Este processo resultaria numa rápida elevação do nível dos oceanos.  mudanças climáticas

Agencia Estado,

23 de fevereiro de 2005 | 13h37

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