'Homossexualidade é uma doença', diz bispo argentino

Para Hugo Santiago, é a educação sexual nas escolas que ensina homossexualidade como algo natural

Efe,

23 de março de 2009 | 15h11

Um bispo argentino está no centro de uma polêmica por ter dito que "a homossexualidade é uma doença que pode ser tratada e curada", durante uma homilia perante milhares de fiéis católicos, informou nesta segunda-feira, 23, a imprensa local.

 

Monsenhor Hugo Santiago, membro da Opus Dei e bispo da diocese de Santo Tomé, fez essas declarações na quinta-feira, 19, em uma missa celebrada em Paso de los Libres, no noroeste da Argentina na fronteira com o Brasil.

 

Em seu discurso, o religioso também indicou que através da educação sexual nas escolas "se pretende ensinar que é algo natural, de livre escolha."

 

"A sociedade promove a profilaxia nas escolas e se poderia fazer isso com nossos adolescentes, evitando que tenham um filho não desejado ou que contraiam a aids", disse.

 

Mas, acrescentou, "como padres e educadores estaremos fracassando em uma verdadeira educação para o amor ao permitir que prevaleça a sensualidade porque se estará submetendo nossos jovens ao habito de relações superficiais e efêmeras, cujo fruto não poderá ser outro que o de matrimônios separados e filhos órfãos", disse Santiago.

 

O bispo, de 55 anos, instou os fiéis a "assumires o compromisso de recuperar o sentido moral, ético e o poder de discernir com claridade o que está bem e o que está mal", já que "somente assim a sociedade será ordenada outra vez segundo Deus e haverá paz."

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