Hospital chinês oferece sessões de simulação da dor do parto a homens

Hospital chinês oferece sessões de simulação da dor do parto a homens

Segundo a maternidade, os parceiros que experimentam a dor serão mais amorosos com as esposas na hora do nascimento

Reuters, O Estado de S. Paulo

21 Novembro 2014 | 18h28

Um hospital no leste da China está oferecendo a futuros pais a chance de experimentar as dores do parto, após grande número de novas mães reclamarem de pouca simpatia dos seus parceiros em relação ao processo. 

Sessões gratuitas são realizadas duas vezes por semana no hospital-maternidade Aima, na província de Shandong, e cerca de 100 homens já se inscreveram para serem "torturados". A maioria deles são futuros pais. 

Para as simulações, dispositivos são colados abaixo do abdome, dando choques elétricos que induzem a dor por cerca de 5 minutos. Uma enfermeira gradualmente aumenta a intensidade da dor, em uma escala de um a dez. 

Song Siling, que está tentando ter um bebê com sua namorada, fechou os olhos e fez uma careta. "Parecia que meu coração e os pulmões estavam sendo arrancados", disse Song, que chegou ao nível sete acenando freneticamente à enfermeira para desligar o sistema. 

Apesar do óbvio desconforto, a enfermeira de plantão disse que as simulações nunca coincidirão com o tormento real do parto. "Ainda assim, se os homens experimentam esta dor, serão mais amorosos e carinhosos com suas esposas", disse Lou Dezhu.

Wu Jianlong, que enfrentou a dor até o nível 10, disse que a experiência alterou radicalmente sua visão sobre o parto. "Eu pensava no parto como algo realmente natural", disse. 

Jianlong, cuja esposa está grávida de 3 meses, gritou de dor e cerrou os punhos antes de pedir a enfermeira para parar - ele havia atingido o limite máximo.

Os homens chineses geralmente não ficam na sala de parto quando suas parceiras dão à luz. Alguns hospitais públicos não permitem que os pais entrem, mesmo quando querem. 

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