HSBC fecha parcerias com ONGs ambientais

O HSBC anunciou hoje uma parceria inédita com três organizações ambientais - WWF, Botanics Gardens Conservation International (BGCI) e Earthwatch - para promover projetos de conservação ao redor do mundo nos próximos cinco anos. O Brasil será um dos principais beneficiados do programa ´Investindo na Natureza´, cujo custo total de US$ 50 milhões será totalmente financiado pelo grupo financeiro britânico. Trata-se da maior doação já feita pelo HSBC e a maior soma já recebida pelas três entidades. "Esses investimentos são uma prova concreta de nossa preocupação com a responsabilidade social corporativa e também mostram o grau de comprometimento com os países que serão beneficiados diretamente pelo projeto", disse o presidente do HSBC, Sir John Bond. Com a sua parcela de US$ 18,4 milhões doados pelo banco britânico, o WWF pretende recuperar dois milhões de hectares de várzeas das margens da bacia amazônica, do rio Yangtze, na China, e do Rio Grande, nos Estados Unidos. Cerca de US$ 5 milhões serão gastos apenas no Brasil, que abriga 17% de todas as reservas de água doce do planeta. O WWF considera que o país vive uma crise de água, resultante do "pobre gerenciamento dos recursos e da necessidade de uma melhor ação pública e governamental". Segundo o presidente do WWF-Brasil, Garo Batmanian, o projeto irá também beneficiar o Pantanal e a região do Vale do Paraíba. Ele afirmou que o objetivo principal é aumentar a conscientização da sociedade brasileira em relação à importância da água doce. "A água no Brasil é vista como uma commoditie para ser consumida ao invés de um recurso valioso para a nossa existência", disse ele. "Queremos substituir isso por uma visão integralizada, com todos setores da sociedade conscientes da importância da preservação das reservas hídricas. "O WWF pretende ajudar na implementação da nova lei das águas, inclusive com o fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas. Segundo Batmaniam, esse trabalho já foi iniciado no rio São João, no norte do estado do Rio de Janeiro.Bancos genéticos O Jardim Botânico do Rio de Janeiro deverá se beneficiar com uma parcela dos US$ 11,6 milhões destinados ao BGCI. Esses fundos servirão para financiar a criação de bancos genéticos "vivos" em jardins botânicos em diversos países com o objtivo de preservar 20 mil espécies de plantas ameaçadas de extinção. Através dos US$ 16 milhões que serão destinados para a Earthwatch, cerca de dois mil funcionários do HSBC poderão fazer estágios com cientistas em projetos ambientais em diferentes partes do mundo. Após concluírem esses treinamentos, esses funcionários retornarão aos seus empregos e receberão financiamentos para promover projetos ambientais em suas próprias comunidades. O banco também vai financiar o treinamento de cerca de duzentos cientistas em países em desenvolvimento. Para elaborar a parceria, o HSBC solicitou a apresentação de projetos a dezenas de entidades ambientalistas . Após a escolha do WWF, Earthwatch e BGCI, foram necessários mais dezoito meses de negociações para a formulação do programa. O WWF, por exemplo, fez um minuncioso estudo para avaliar se a política do HSBC na área ambiental era compatível com as suas normas. Bond disse que o banco tem uma tradição de seguir padrões rígidos no que se refere à preservação ambiental. "Mas recebemos recomendações específicas para aprimorar nossos procedimentos em algumas áreas e estamos fazendo isso."

Agencia Estado,

21 de fevereiro de 2002 | 17h10

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