Hubble identifica milhares de aglomerados de estrelas

Os aglomerados globulares de milhares de estrelas contêm alguns dos astros mais antigos do Universo

05 de agosto de 2008 | 14h00

O Telescópio Espacial Hubble identificou milhares de aglomerados globulares de estrelas de mais de 5 bilhões de anos no aglomerado de galáxias de Virgem. Um dos resultados dessas descobertas foi permitir que astrônomos compreendam melhor a vida e a evolução das chamadas "galáxias canibais", diz nota da Agência Espacial Européia (ESA).   Os aglomerados globulares, amontoados densos de centenas ou milhares de estrelas, contêm alguns dos astros mais antigos do Universo ainda visíveis. Um novo estudo internacional desses aglomerados fora da Via-Láctea descobriu evidências de que essas estrelas pioneiras formam-se, com maior probabilidade, em áreas densas, onde o nascimento estelar se dá a taxas elevadas.   Astrônomos usaram o Hubble para identificar mais de 11 mil aglomerados globulares no aglomerado de Virgem, a maioria dos quais tem mais de 5 bilhões de anos. Composto por mais de 2 mil galáxias, o aglomerado de Virgem fica a cerca de 54 milhões de anos-luz e é o aglomerado de galáxias mais próximo da Terra.   Cientistas explicam que, sem a precisão do Hubble, seria difícil distinguir aglomerados globulares de estrelas individuais ou de galáxias muito mais distantes.   "Galáxias canibais" são galáxias que crescem incorporando as estrelas dos aglomerados globulares ao redor. Um exemplo encontrado pelo Hubble é Messier 87, ao redor da qual não há aglomerado globular nenhum, até uma distância de 130 mil anos-luz.

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