Humanidade chegou perto da extinção há 70 mil anos

O total de seres humanos primitivos caiu a 2 mil antes que os números começassem a crescer

Associated Press,

24 de abril de 2008 | 13h54

Os seres humanos podem ter passado raspando pela extinção há cerca de 70 mil anos, mostra um extenso estudo genético. O total de seres humanos primitivos caiu a 2 mil antes que os números começassem a crescer no início da Idade da Pedra, afirma uma análise divulgada nesta quinta-feira, 24.    Caverna revela 'vida moderna' no litoral há 165 mil anos   "Este estudo revela o poder extraordinário da genética para revelar vislumbres de alguns eventos fundamentais de nossa espécie. Pequenos bandos de humanos primitivos, forçados a se separar por conta das condições ambientais adversas, voltam da beira da extinção para reunirem-se e povoar o mundo. Um drama épico, escrito no nosso DNA", diz nota divulgada por Spencer Wells, explorador-residente da National Geographic Society.   Wells é diretor do Projeto Genográfico, lançado em 2005 para usar a genética como instrumento no estudo da antropologia. O trabalho está publicado no periódico American Journal of Human Genetics. Estudos anteriores, usando DNA mitocondrial - que é passado exclusivamente pela mãe - haviam rastreado a humanidade atual a uma única "Eva mitocondrial", que viveu na África há 200 mil anos.   As migrações que levaram populações humanas da África para o resto do mundo começaram há cerca de 60 mil anos, mas pouco se sabe da humanidade entre Eva e a diáspora.   O mais recente trabalho analisa o DNA mitocondrial dos povos Khoi e San da África do Sul, que parece ter divergido do de outros povos entre 90 mil e 150 mil anos atrás.   Os pesquisadores, liderados por Doron Behar, do Rambam Medical Center de Haifa, Israel, e Saharon Rosset, do IBM T.J. Watson Research Center, nos EUA, e da Universidade de Tel-Aviv,  concluíram que a humanidade separou-se em pequenas populações antes da Idade da Pedra, quando se reuniram e começaram a se espalhar pelo mundo.   A África Oriental passou por uma série de secas entre 135 mil e 90 mil anos atrás, e os pesquisadores acreditam que essa mudança pode ter contribuído para as transformações na população, dividindo-a em grupos pequenos que se desenvolveram de modo isolado.   Hoje, a espécie humana tem 6,6 bilhões de pessoas.

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