Ibama afasta 19 membros na BA

A intervenção da direção nacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em três escritórios do órgão no sul da Bahia já resultou no afastamento de 18 funcionários e do chefe da gerência executiva II do Ibama no Estado, Valmirando de Oliveira Brito. Organizações não-governamentais que lutam pela preservação da Mata Atlântica acusaram os funcionários de autorizar a retirada de madeira de árvores nobres de áreas protegidas pela Legislação Ambiental, no sul e extremo-sul baianos.A intervenção, decretada há dez dias, ocorreu no momento em que o Ibama realiza na região a Operação Mata Atlântica, cujo objetivo é combater o desmatamento e o tráfico de animais silvestres. Os fiscais dos três escritórios investigados (Eunápolis, Teixeira de Freitas e Ilhéus) foram substituídos por outros de fora da Bahia, permitindo o prosseguimento da operação que já resultou na apreensão de 300 animais silvestres (como jacarés do papo-amarelo, araras, papagaios, passarinhos e micos), encontrados em pousadas, hotéis e pequenos zoológicos clandestinos localizados na região, principalmente na cidade de Porto Seguro, a mais procurada por turistas do sul baiano.Uma comissão coordenada pelo presidente do Ibama, Hamilton Casara, e integrada por três funcionários do órgão e o procurador Elielson Souza tem um prazo de 60 dias para concluir a investigação sobre as supostas irregularidades nos três escritórios da região. O ex-gerente Valmirando Brito foi demitido, conforme fontes do órgão, por ter admitido numa entrevista à TV Globo que os chefes do escritório do Ibama na região são nomeados por políticos. Ele próprio contou ter sido colocado no posto pelo deputado federal João Almeida (PSDB-BA).

Agencia Estado,

03 de fevereiro de 2002 | 15h33

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