Ibama apreende 120 peles de jacaré-do-pantanal

Cento e vinte peles de jacaré-do-pantanal foram apreendidas hoje no aeroporto de Brasília, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As peles estavam sem o lacre do Ibama, usado para certificar a origem de jacarés de criadouro, com abate controlado. O abate de jacarés que não sejam de cativeiro é proibido e considerado crime.O responsável pelo transporte, João Luiz Certain La Farina, também não tinha autorização para transporte de Brasília para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele trouxe os jacarés vivos de Cáceres, no Mato Grosso, para serem abatidos em Brasília e dali, as peles seguiriam, via Porto Alegre, para Novo Hamburgo, região de fabricação de calçados e acessórios de couro. La Farina disse que os animais vieram do criadouro Seldem Silva e tinha os lacres, mas estes não estavam aplicados às peles, o que é ilegal, pois pode dar margem ao uso do mesmo lacre várias vezes.La Farina foi enquadrado na Lei de Crimes Ambientais e multado em R$ 500,00 por pele apreendida. A identificação da carga irregular foi feita por um funcionário da TAM, treinado pelo Ibama para reconhecer cargas de origem animal irregulares. O mesmo treinamento está sendo feito, também, com funcionários de outras companhias aéreas.

Agencia Estado,

27 de maio de 2002 | 17h17

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