Ibama apreende 7 mil toras de mogno no Pará

Fiscais da operação "Amazônia Fique Legal", do Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da Polícia Federal, apreenderam nesta segunda-feira sete mil toras de mogno, equivalentes a 18 mil metros cúbicos avaliados em R$ 80 milhões, na localidade de Caxangá, no rio Xingu, a 1.100 km da capital paraense. Segundo informações de moradores de São Félix do Xingu aos agentes do governo federal, a madeira foi retirada ilegalmente da reserva indígena caiapó, na margem esquerda do Rio Xingu, por homens contratados pelos comerciantes Osmar Ferreira e Moisés Carvalho, conhecidos como "reis do mogno" na Amazônia. Num sobrevôo feito de helicóptero, os fiscais descobriram em vários pontos do rio pessoas armadas vigiando as toras de mogno, que foram todas amarradas com cabos de aço, formando uma esteira que se estende por mais de 1,5 km de extensão. "Essa madeira representa a devastação de quatro mil hectares de mata virgem, degradação de ecosistemas e danos irreversíveis àbiodiversidade da região", afirmou o chefe da operação, Norberto Neves. Uma equipe do cineasta Sérgio Bernardes, do Rio de Janeiro, que produz na Amazônia o filme "Muiraquitã", fez imagens da madeira sendo arrastada pelo Xingu. Ele se disse "impressionado" com o que viu. A presidência do Ibama em Brasília foi informada sobre a apreensão do mogno e anunciou que está tomando providências para resgatar toda a madeira.

Agencia Estado,

24 de junho de 2002 | 18h09

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