Ibama cobra ampliação de parque nacional na Bahia

Representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ambientalistas estão cobrando do governo federal a assinatura de um decreto que defina a ampliação do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, localizado no extremo noroeste de Minas Gerais, na divisa com a Bahia.De acordo com Reuber Brandão, analista ambiental da Coordenação de Criação de Unidades do Ibama, a demora do governo está favorecendo a ação danosa de fazendeiros na área, em território do município de Cocos (BA), determinada pelo instituto para a ampliação do parque ? cuja extensão passaria dos atuais 84 mil para 230 mil hectares.O Ibama e ambientalistas esperavam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciasse a decretação da ampliação do parque durante a Conferência Nacional de Meio Ambiente, em novembro do ano passado, mas o Governo da Bahia enviou uma carta à Casa Civil solicitando a interrupção do processo para que seja feita uma análise mais detalhada sobre o impacto econômico na região."Fronteira agrícola"Para o secretário da Agricultura da Bahia, Pedro Barbosa, a região de Cocos já se consolida como ?a nova fronteira agrícola do cerrado baiano?. Ele afirmou, em nota distribuída pela Secretaria de Comunicação, que a ?expansão para quase 150 mil hectares, exclusivamente no lado baiano, impossibilita o desenvolvimento do Estado?.Segundo Barbosa, o governo estadual tem, contudo, interesse em contribuir para essa discussão e já trabalha na elaboração de uma outra proposta. ?O Estado da Bahia tem grande preocupação com a preservação ambiental, mas quer que isso ocorra de forma a também permitir o desenvolvimento do agronegócio?.O analista ambiental do Ibama contesta a alegação do governo baiano, dizendo que a região de ampliação é ?extremamente vazia? constituída por vários ?chapadões de areia? e ocupada por ?latifúndios?.

Agencia Estado,

16 de fevereiro de 2004 | 05h25

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